Re: [ANSOL-geral] [Fwd: [BITITES] Sem nos pedir opinião, Bill Gates põe-nos a financiar a China]

Carlos Patrão cpatrao moredata.pt
Segunda-Feira, 6 de Agosto de 2007 - 10:42:28 WEST


J M Cerqueira Esteves wrote:
> Carlos Patrão wrote:
>   
>> A União Européia anda a dormir, em vez de termos uma política de
>> independência tecnológica para nos libertar de custos pesados, andamos a
>> financiar a China.
>>     
>
> Acho que o balanço que mais interessa desse caso é o de estarmos (nós e
> a China) a patrocinar a Microsoft.  Desviar o discurso para "financiar a
> China" parece-me pouco relevante ou mesmo uma distracção do essencial.
>
>   
Na prática é o que está a acontecer, pelo que é relevante. Acho é que a 
UE deveria ter uma estratégia para se autonomizar em termos de 
dependência tecnológica, penso que este é um bom exemplo para toda a 
gente meditar.

Abs.
> De facto, Bill Gates não tinha opinião nenhuma a pedir-nos.  Nós é que
> podemos ser clientes mais ou menos toscos.
> Por outro lado, mesmo que mais do âmbito de outras listas,  José
> Sócrates deveria pedir-nos algumas opiniões, mesmo em assuntos bem mais
> graves do que as compras de Office:
>
> Quanto à China, por exemplo, pessoalmente preocupo-me mais com *quem*
> estamos nós a patrocinar, à custa de quem o faremos, e quem exportaremos.
>
> 19 de Janeiro:
> http://www.dn.sapo.pt/2007/01/19/nacional/psd_quer_explicacoes_sobre_viagem_a_.html
> ``Em Dezembro de 2005, Jiabao esteve em Portugal. Encontrou-se com
> Sócrates e com o então presidente Jorge Sampaio.
>   Dessa visita resultou a assinatura entre os dois governos de um acordo
> de "parceria estratégica global". Um acordo pelo qual Portugal
> "manifesta a sua disponibilidade para continuar a trabalhar no seio da
> UE com vista ao levantamento do embargo de armas" à China. E que obriga
> os dois países a "concluir com brevidade" um acordo de extradição e um
> acordo de transferência de pessoas condenadas.''
>
> 31 de Janeiro:
> http://visao.clix.pt/default.asp?SqlPage=Content_Portugal&CpContentId=332688
> ``Após um encontro no Grande Palácio do Povo, José Sócrates e Wen Jiabao
> presidiram à assinatura do tratado que obriga os dois países a «entregar
> à outra parte as pessoas perseguidas penalmente ou condenadas» e de um
> outro de transferência de pessoas condenadas.''
>
> http://www.missaochina.gov.pt/noticias_noticia_36.asp
> ``O jornal oficial chinês em língua inglesa de maior circulação na China
> dá hoje destaque de primeira página à visita de José Sócrates, com uma
> fotografia do primeiro-ministro português sorridente a ocupar a capa da
> edição para o mercado chinês.
> [...]
> assinatura de acordos de cooperação com o seu homólogo chinês Wen Jiabao
> nas áreas da justiça, [...] e revelou que as duas partes estão a
> trabalhar conjuntamente para assinar um pacto em matéria de
> extradição.''
>
> Veremos quem será extraditado, mas registem-se desde já os sorrisos para
> eventual memória futura dos que agora estão demasiado distraídos com a
> memória passada:
> http://www.missaochina.gov.pt/ResourcesUser/GaleriaImagens/Assinatura_Tratado01.jpg
>
>
> Continuando para a Rússia, uns meses depois, onde (e não o cito aqui a
> propósito da Moredata, embora na minha opinião pessoal, de mero
> governado, seja de evitar a mistura entre empresas e governantes nestas
> visitas, nem que seja pelos riscos de instrumentalização mútua (quais
> são afinal os critérios de entrada?)):
> Sócrates quer "empresários a potenciarem as relações políticas"
> [http://www.missaorussia.gov.pt/noticias_breves.asp ]
>
> E isso não parece natural/desejável?  Talvez, talvez.  MAS...
>
> http://www.bbc.co.uk/blogs/thereporters/markmardell/2007/07/02/
> ``Indeed, the urbane prime minister almost loses it with a journalist
> from Eastern Europe. The PM says that the disagreement with Russia
> "started with rotten meat and now we are talking about weapons.
> Weapons!" He doesn't suggest any way forward on the star wars row, but
> does talk at some length about his love for Tolstoy and Dostoyevsky and
> how Russian literature means that Russia has contributed to European
> culture. A journalist from Lithuanian radio says rather acidly that he
> could talk about Russian literature in some depth because he had read it
> in the original language, which he didn't necessarily want to learn, but
> was made to. People from countries like his knew the only way to deal
> with the Russians getting pushy was to push back.
>
> Mr Socrates becomes extremely animated and rather steely. "I don't
> agree. I don't accept that. International relations don't work like
> that. Push the Russians! It's irresponsible! I'm not a guy who will
> contribute to increasing tensions, I want to lower the tensions."
> Afterwards we ask a friend (a real live one, not journalistic code for
> the man himself) why he felt so strongly. It seems Putin granted him a
> three-hour audience, a rare privilege for the leader of a small country
> and he was allowed to stay in the Kremlin, an honour usually reserved
> for heads of states. [...]''
>
> A mesma Rússia onde...
>
> 50% Good News Is the Bad News in Russian Radio
> http://www.nytimes.com/2007/04/22/world/europe/22russia.html/partner/rssnyt?_r=1&pagewanted=print&oref=slogin
> [Andrew E. Kramer, New York Times, 2007-04-22]
> `MOSCOW, April 21 - At their first meeting with journalists since taking
> over Russia’s largest independent radio news network, the managers had
> startling news of their own: from now on, they said, at least 50 percent
> of the reports about Russia must be "positive."
> [...]
>   The new censorship rules are often passed in vaguely worded measures
> and decrees that are ostensibly intended to protect the public.
>   Late last year, for example, the prosecutor general and the interior
> minister appeared before Parliament to ask deputies to draft legislation
> banning the distribution on the Web of “extremist” content — a catch
> phrase, critics say, for information about opponents of Mr. Putin.'
>
> Como somos bons alunos tecnológicos, também temos uma regra de 50% "to
> protect the public"; impõe-se 'garantir' a pluralidade.  Para quem
> estava mais distraído:
> http://www.erc.pt/index.php?op=vernoticia&nome=noticias_tl&id=67
> http://www.erc.pt/documentos/Pluralismopoliticonoservicopublicofinal.pdf
> AVALIAÇÃO DO PLURALISMO POLÍTICO-PARTIDÁRIO NA TELEVISÃO PÚBLICA
> [...]
> Protagonista                   Valor (%) tendencial
> Governo + Partido Socialista     50%
> Oposição Parlamentar*
> (PSD+PCP/PEV+CDS/PP+BE)          48%
> Oposição extra-Parlamentar**      2%
>
> Não admira que a "Entidade Reguladora" (ERC) esteja em recrutamento de
> técnico de estatística:
> http://www.erc.pt/index.php?op=conteudo&lang=pt&id=97&mainLevel=8
>
>
>   
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