[ANSOL-geral] Joo Pedro Pereira neste momento j deve ter emprego nas RP da mico$oft portugal

paula simoes paulasimoes gmail.com
Sexta-Feira, 9 de Maro de 2012 - 11:05:18 WET



On Friday, March 9, 2012 at 5:13 AM, José Sebrosa wrote:

>  
> O facto de já ter falado de
> Software Livre não significa (ao contrário do que dizes) que seja
> despropositado explicar do início.  
>  
>  


Em quatro anos de estudo de jornalismo e mais algum tempo a fazer jornalismo, quer professores, quer profissionais do jornalismo sempre me disseram que a primeira coisa a fazer é verificar se o jornal já tratou o assunto alguma vez.
Uma das primeiras coisas que me disseram quando me apresentei no jornal foi "Se não tiveres a certeza de já se ter falado do assunto, vais lá abaixo à cave e pedes à senhora que lá está que procure. Se já tivermos falado, ela dá-te cópias dos artigos".

E isto faz todo o sentido, porque se cada vez que um jornal fala de um assunto tivesse de "explicar do início", o jornal nunca explicaria mais do que o início.
Imprimir mais uma página de um jornal é muito, muito caro.
A primeira coisa que se faz para preparar uma edição de um jornal é colocar a publicidade. No espaço que resta, então colocam-se as notícias.
E acontece a editora dar-lhe um trabalho dizendo "mais ou menos 3000" (caracteres) e a meio da tarde ir ter consigo e dizer-lhe "Olha, está a haver um incêndio na baixa. O Manel já foi para lá. Não sabemos o que é que aquilo vai dar, mas vamos ter de falar, por isso vamos cortar isso para 2000, ok?"
E se houver feridos muito graves ou mortos esses 2000 podem ficar bem mais pequenos.

Isto não significa que não se possa dar, no fim ou no meio da peça, o contexto (diferente de "explicar do início"), se o assunto tiver sido tratado há muito, muito tempo. Mas se tiver de haver cortes (e quase sempre há), essa é a primeira coisa a ir embora.
  
>  
> Eu não tenho experiência em entrevistas,  

Eu tenho alguma. Fiz algumas centenas. A entrevista é a base do jornalismo.

> >  
> > A "liberdade de fazer software proprietário" é um eufemismo que o
> > José está a usar para dizer "garantir o monopólio de forma a fazer o
> > máximo dinheiro possível". Dito assim não parece tão bonito, pois
> > não? Mas o José não se acanhe: todos nós gostamos do vil metal. Não
> >  
>  
>  
>  
> Não posso deixar de assinalar o quão enternecedor é ler isto...
>  
> Estou confuso: Estas palavras foram escritas pela mesma pessoa que
> abaixo se queixa de eu fazer "insinuações" "indelicadas"?
>  
>  

Eu não fiz nenhuma insinuação, mas peço na mesma desculpa se sentiu ofendido. Garanto-lhe que a minha intenção era apenas pô-lo à vontade.
  
>  
> Pareces bem informada sobre a forma como ele vê a Liberdade.  
Diria que estou razoavelmente bem informada sobre isto. Sei razoavelmente bem o que é o Movimento do Software Livre.


> Mas não me
> consta que sejas porta-voz dele, portanto se não te importas eu preferia
> ler a versão dele.  
>  
>  

Não é difícil. O José vai à página da Free Software Foundation e à página do Stallman, lê e explora bem ambos sites, que no fim fica com uma ideia bastante boa da versão dele.

>  
> Deduzo então concordas que o Stallman fez um mau trabalho  
O Stallman não fez um mau trabalho porque o Stallman não fez um trabalho.

> > A pergunta final, que na verdade é um comentário foi "Mas vai-se perder algo no processo de espera".
> > "Algo", alguma coisa. O jornalista não podia estar a falar de nada muito importante….
> >  
>  
>  
>  
> Não vejo assim.
  
algo  
pron. indef.
1. Alguma coisa.
adv.
2. Um pouco, algum tanto.


in http://www.priberam.pt/dlpo/default.aspx?pal=algo

algum  
pron. indef.
1. Designa quantidade indeterminada, mas não grande.
2. Qualquer.
3. Nenhum.
4. Não muito.
Feminino: alguma.

in http://www.priberam.pt/dlpo/default.aspx?pal=Alguma



 Paula
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